Lá pra lá do horizonte onde o olhar se nivela com as estrelas, tento encontrar as perdas de um passado cheio de tudo, revelador de um presente pífio...
Na minha sala com vista exígua, olho pela pequena janela, o mais longe possível, que é ali, do outro lado da rua, onde os fios dos eléctricos passam e as pombas poisam e cagam.
A alegria de caminhar, mesmo que triste, sob a chuva que cai sobre o passeio, pode mesmo ser este que vejo da janela, pé ante pé, enquanto subo a grossa gola do meu casaco!